terça-feira, 7 de abril de 2015

BRUGES

Que cidade linda!!! Bruges é mesmo um encanto. Demos sorte de pegarmos um tempo bom (embora bastante frio) e pudemos passear pelas ruazinhas desta cidade histórica tão romântica. Foi uma escolha perfeita para nosso aniversário de casamento.

Como a cidade é repleta de ruazinhas e canais super lindos, o melhor mesmo é se perder em suas ruas e caminhar. Caminhar muito.

Começamos o passeio pela Markt, a praça principal onde fica um imenso campanário do seculo XIII. Encaramos o desafio de subir os mais de 300 degraus para admirar a vista da cidade. É realmente lindo, mas além do esforço, os últimos trechos de subida são meio complicados pois os degraus ficam mais estreitos e tem gente subindo e descendo ao mesmo tempo. Então se estiver com preguiça, pule esta etapa e fique admirando a bela vista do chão mesmo, sobretudo os prédios que cercam a praça.

A leste da Markt fica a praça Burg, onde estão localizadas a Basilica of the Holy Blood e a sede da prefeitura, que fica num imponente edifício em estilo gótico.

Ali perto, ficam os museus Groeninge e Gruuthuse, que não chegamos a visitar. 

Continuamos caminhando até a Igreja de Nossa Senhora (Onze Lieve Vrouwekerk), que tem a Madonna with Child, uma bela escultura de Michelangelo. Apesar da peça ser linda, achei a igreja muito mal cuidada.

ONDE FICAR: Nos hospedamos no Pand Hotel. A escolha não poderia ter sido melhor. O hotel é bem pequeno, mas muito charmoso e acolhedor. O quarto era bem decorado e romântico. O pessoal foi muito atencioso e o café da manhã, servido à francesa numa sala linda, foi uma deliciosa surpresa. Recomendo demais!

ONDE COMER: Como Bruges é uma cidade muito turística você deve ter cuidado na escolha dos restaurantes para não cair naquelas ciladas de turista. Então segue nossas dicas que não vai se arrepender!

Le Chef et Moi - Lugar perfeito para uma noite romântica. Decoração e serviço impecáveis. Ambiente sofistico e um menu degustação de 3 pratos que estavam todos fantásticos - com destaque para a sobremesa, uma cheesecake de frutas vermelhas que estava divina -, tornaram nosso jantar uma experiência maravilhosa. Só tem um detalhe: não é um lugar descolado ou animado, é bem formal.

De Refter - É um bistrô com ambiente descolado, serviço informal e comida contemporânea. É a versão menos sofisticada e mais econômica do chef do estrelado De Karmeliet (provavelmente o restaurante mais famoso - e caro - da cidade).

Pergola - Fica ao ar livre numa varanda do hotel Die Swaene, com vista para o canal. Então é perfeito para um almoço se o dia estiver bonito, como foi nosso caso. Esta classificado como Bib Gourmand pelo guia Michellin e faz jus pois a comida estava mesmo deliciosa. 

Só não tinha nenhuma sobremesa no menu do Pergola, mas isso não é problema, pois uma das delícias belgas, além do chocolate, são os waffles (ou gaufres, como os belgas chamam). Um bom lugar para comer essa delícia é o Bien Soigne.






segunda-feira, 6 de abril de 2015

Bruxelas - Brussels

Tanta gente havia me falado que Bruxelas era "sem graça", que resolvemos fazer apenas um pit stop por lá, a caminho de Bruges. Dormimos só uma noite e confesso que fiquei com vontade de passar mais tempo.

Realmente, Bruxelas não é a cidade mais linda da Europa (o que é difícil com tantas rivais maravilhosas), também não é a mais divertida, nem a mais sofisticada ou a mais agitada. Mas isso não significa que seja sem graça. 

Pelo contrário. A cidade é sim bem bonita, muito limpa e organizada, tem uma arquitetura interessante, muitos parques e tem um povo cordial e hospitaleiro. Acho que são atributos suficientes para fazer jus a uma visita mais detalhada, não acham?

Todo mundo que vai a Bruxelas vai ver o Manneken Pis, a estátua do menino fazendo xixi que é o monumento símbolo da cidade, mas ela foi a única coisa verdadeiramente decepcionante em Bruxelas. É bem pequena (tem apenas 61cm de altura) e meio sem graça, dessas estátuas que você passaria em frente sem olhar duas vezes. Se não fosse o fato de ter várias pessoas na frente tirando fotos, eu provavelmente nem teria percebido a sua existência.

Já a Grand Place é realmente linda, cercada de prédios históricos, com uma arquitetura muito rica do século XVII.

Com poucas horas para explorar a cidade, fizemos um city tour naquele ônibus vermelho (Hop On Hop Off) para conseguir ter uma visão geral e gostamos do que vimos. A cidade é muito bem cuidada, com imensos parques de área verde.

Paramos para conhecer a sede do Parlamento Europeu, que tem uma visitação gratuita, onde você pode conhecer melhor a história da Comunidade Europeia e como funciona o seu parlamento. Achei interessante a visita.

No fim, não deu tempo de irmos no Atomium, que eu queria muito conhecer. O Atomium foi construído em 1958 para a Expo 58. E, assim como a Torre Eiffel em Paris, ele foi planejado inicialmente para durar apenas seis meses, mas acabou tornando-se um dos principais pontos turísticos e simbolo da cidade. 

Bom, o Atomium vai ter que ficar para nossa próxima visita à Belgica.

ONDE FICAR: Como seria apenas uma noite optamos por ficar bem localizados, e por indicação de uma tia, nos hospedamos no Novotel Brussels Off Grand Place. Fica na frente da estação central (não é a estação Midi) e realmente não tem melhor localização para conhecer bruxelas, ainda mais se você tiver pouco tempo. O hotel é bem "business" (não tem muitos serviços, nem carregador de malas), mas os quartos são limpos e o café da manhã é bom, então atendeu totalmente as nossas expectativas.

Dica: Preste atenção quando for reservar, pois há mais de um Novotel em Bruxelas.

ONDE COMER: Sobre restaurantes, não vou ter muitas dicas, pois só jantamos uma noite por lá. Fomos no restaurante "Le Chat Noir" (O Gato Preto), pois queríamos uma cozinha tradicional belga. O lugar é bem simples, mas a comida estava gostosa. Pena que havia acabado a "Moules et Frites" (mexilhões com fritas), o prato mais tradicional da Belgica, que eu acabei não conseguindo comer por lá...
Almoçamos num dos restaurantes que tem na praça em frente ao Parlamento, são bem agradáveis, com mesinhas na calçada e muita gente local. A comida estava boa, mas nada de mais.

Tínhamos várias outras dicas de restaurantes que não deu tempo de irmos, mas vou passar aqui, pois, se tiverem mais tempo na cidade, podem querer conferir. E depois me contem se valeu a pena.

Sea Grill - Este restaurante que tem 2 estrelas do guia Michellin (então deve ser bem caro) foi muito bem recomendado. 

Brasserie Museum - Fica dentro do Museu de Belas Artes.

Georges - De cozinha belga, este restaurante é bem tradicional na cidade. Todo belga frequenta. Sua especialidade são frutos do mar frescos, escolhidos na hora.

Chez Marie - Restaurante estrelado, fica ao lado do Centro Cultural Flagey.