quinta-feira, 11 de junho de 2015

LISBOA - PORTUGAL

Falar dessa cidade que meu marido tanto ama - e por isso vamos com frequencia - é fácil. Tanta coisa linda para ver, tantos lugares incríveis e, de quebra, a melhor comida do mundo. Olha que eu amo comida italiana, mas é mais fácil errar na Itália do que em Portugal, porque aqui até nos botequins se come bem gastando muito pouco.  

Lisboa é uma cidade relativamente barata, se comparada ao resto da Europa, então, se você está viajando com um budget reduzido, acho legal deixar para ir em bons restaurantes e fazer as compras por aqui. Não faltam opções.

O QUE FAZER

Baixa (Baixa Pombalina): É o centro propriamente de lisboa, onde tem mais comércio, turistas, artistas de rua. Tem a Rua Augusta como principal ponto de partida, já que é fechada ao trânsito e tem uma grande concentração de lojas (inclusive das conhecidas redes Zara, Mango, Stradivarius,...). Paralela a esta, ficam as ruas da Prata e do Ouro. Não deixe de visitar as praças imperiais - Praça do Comércio e Praça Dom Pedro IV

Castelo de São Jorge (R. de Santa Cruz do Castelo, 1100-129): Apesar da subida meio complicada para quem estiver dirigindo (você pode subir de bondinho, é a melhor opção), vale muito a pena conhecer este castelo medieval, sobretudo pela vista da cidade lá de cima, que rende fotos maravilhosas. 

Belém: Este bairro, mais afastado do centro, é uma parada obrigatória para qualquer visitante. Além do pastel de Belém "original", que você pode provar na verdadeira fábrica dos Pasteis de Belém (Rua de Belém, nº 84), em funcionamento desde 1837, tem outros dois lugares imperdíveis para conhecer: o MOSTEIRO DOS JERÔNIMOS e a TORRE DE BELÉM. Bem pertinho da Torre tem ainda o Monumento dos Descobrimentos. Aqui você pode pegar uma passagem subterrânea para cruzar a avenida até os jardins que estão em frente ao MosteiroAo lado do Mosteiro tem o Museu Nacional dos Coches, que é o maior museu de carruagens da Europa.

Chiado: É outro bairro que vale a pena conhecer e passear. Fica entre a Baixa e o Bairro Alto e é um dos bairros mais tradicionais de Lisboa, que abriga muitos cafés  - como o Café A Brasileira, que fica na Rua Garret, nº 120, e tem, no seu exterior, a famosa estátua de Fernando Pessoa - e restaurantes, além de lojas, galerias e livrarias (como a tradicional Bertrand). Você pode visitar as ruínas do Convento do Carmo, construído no século XIV. 

Para comer no Chiado, uma boa (e barata) pedida é a Cervejaria Trindade, que fica num antigo convento e tem boa comida portuguesa. Já para um jantar mais sofisticado, sugiro o restaurante Sacramento, que fica no prédio de uma antiga cavalariça do Palácio dos Condes de Valadares e além do ambiente de design, tem uma excelente comida portuguesa com leitura mais moderna.









terça-feira, 7 de abril de 2015

BRUGES

Que cidade linda!!! Bruges é mesmo um encanto. Demos sorte de pegarmos um tempo bom (embora bastante frio) e pudemos passear pelas ruazinhas desta cidade histórica tão romântica. Foi uma escolha perfeita para nosso aniversário de casamento.

Como a cidade é repleta de ruazinhas e canais super lindos, o melhor mesmo é se perder em suas ruas e caminhar. Caminhar muito.

Começamos o passeio pela Markt, a praça principal onde fica um imenso campanário do seculo XIII. Encaramos o desafio de subir os mais de 300 degraus para admirar a vista da cidade. É realmente lindo, mas além do esforço, os últimos trechos de subida são meio complicados pois os degraus ficam mais estreitos e tem gente subindo e descendo ao mesmo tempo. Então se estiver com preguiça, pule esta etapa e fique admirando a bela vista do chão mesmo, sobretudo os prédios que cercam a praça.

A leste da Markt fica a praça Burg, onde estão localizadas a Basilica of the Holy Blood e a sede da prefeitura, que fica num imponente edifício em estilo gótico.

Ali perto, ficam os museus Groeninge e Gruuthuse, que não chegamos a visitar. 

Continuamos caminhando até a Igreja de Nossa Senhora (Onze Lieve Vrouwekerk), que tem a Madonna with Child, uma bela escultura de Michelangelo. Apesar da peça ser linda, achei a igreja muito mal cuidada.

ONDE FICAR: Nos hospedamos no Pand Hotel. A escolha não poderia ter sido melhor. O hotel é bem pequeno, mas muito charmoso e acolhedor. O quarto era bem decorado e romântico. O pessoal foi muito atencioso e o café da manhã, servido à francesa numa sala linda, foi uma deliciosa surpresa. Recomendo demais!

ONDE COMER: Como Bruges é uma cidade muito turística você deve ter cuidado na escolha dos restaurantes para não cair naquelas ciladas de turista. Então segue nossas dicas que não vai se arrepender!

Le Chef et Moi - Lugar perfeito para uma noite romântica. Decoração e serviço impecáveis. Ambiente sofistico e um menu degustação de 3 pratos que estavam todos fantásticos - com destaque para a sobremesa, uma cheesecake de frutas vermelhas que estava divina -, tornaram nosso jantar uma experiência maravilhosa. Só tem um detalhe: não é um lugar descolado ou animado, é bem formal.

De Refter - É um bistrô com ambiente descolado, serviço informal e comida contemporânea. É a versão menos sofisticada e mais econômica do chef do estrelado De Karmeliet (provavelmente o restaurante mais famoso - e caro - da cidade).

Pergola - Fica ao ar livre numa varanda do hotel Die Swaene, com vista para o canal. Então é perfeito para um almoço se o dia estiver bonito, como foi nosso caso. Esta classificado como Bib Gourmand pelo guia Michellin e faz jus pois a comida estava mesmo deliciosa. 

Só não tinha nenhuma sobremesa no menu do Pergola, mas isso não é problema, pois uma das delícias belgas, além do chocolate, são os waffles (ou gaufres, como os belgas chamam). Um bom lugar para comer essa delícia é o Bien Soigne.






segunda-feira, 6 de abril de 2015

Bruxelas - Brussels

Tanta gente havia me falado que Bruxelas era "sem graça", que resolvemos fazer apenas um pit stop por lá, a caminho de Bruges. Dormimos só uma noite e confesso que fiquei com vontade de passar mais tempo.

Realmente, Bruxelas não é a cidade mais linda da Europa (o que é difícil com tantas rivais maravilhosas), também não é a mais divertida, nem a mais sofisticada ou a mais agitada. Mas isso não significa que seja sem graça. 

Pelo contrário. A cidade é sim bem bonita, muito limpa e organizada, tem uma arquitetura interessante, muitos parques e tem um povo cordial e hospitaleiro. Acho que são atributos suficientes para fazer jus a uma visita mais detalhada, não acham?

Todo mundo que vai a Bruxelas vai ver o Manneken Pis, a estátua do menino fazendo xixi que é o monumento símbolo da cidade, mas ela foi a única coisa verdadeiramente decepcionante em Bruxelas. É bem pequena (tem apenas 61cm de altura) e meio sem graça, dessas estátuas que você passaria em frente sem olhar duas vezes. Se não fosse o fato de ter várias pessoas na frente tirando fotos, eu provavelmente nem teria percebido a sua existência.

Já a Grand Place é realmente linda, cercada de prédios históricos, com uma arquitetura muito rica do século XVII.

Com poucas horas para explorar a cidade, fizemos um city tour naquele ônibus vermelho (Hop On Hop Off) para conseguir ter uma visão geral e gostamos do que vimos. A cidade é muito bem cuidada, com imensos parques de área verde.

Paramos para conhecer a sede do Parlamento Europeu, que tem uma visitação gratuita, onde você pode conhecer melhor a história da Comunidade Europeia e como funciona o seu parlamento. Achei interessante a visita.

No fim, não deu tempo de irmos no Atomium, que eu queria muito conhecer. O Atomium foi construído em 1958 para a Expo 58. E, assim como a Torre Eiffel em Paris, ele foi planejado inicialmente para durar apenas seis meses, mas acabou tornando-se um dos principais pontos turísticos e simbolo da cidade. 

Bom, o Atomium vai ter que ficar para nossa próxima visita à Belgica.

ONDE FICAR: Como seria apenas uma noite optamos por ficar bem localizados, e por indicação de uma tia, nos hospedamos no Novotel Brussels Off Grand Place. Fica na frente da estação central (não é a estação Midi) e realmente não tem melhor localização para conhecer bruxelas, ainda mais se você tiver pouco tempo. O hotel é bem "business" (não tem muitos serviços, nem carregador de malas), mas os quartos são limpos e o café da manhã é bom, então atendeu totalmente as nossas expectativas.

Dica: Preste atenção quando for reservar, pois há mais de um Novotel em Bruxelas.

ONDE COMER: Sobre restaurantes, não vou ter muitas dicas, pois só jantamos uma noite por lá. Fomos no restaurante "Le Chat Noir" (O Gato Preto), pois queríamos uma cozinha tradicional belga. O lugar é bem simples, mas a comida estava gostosa. Pena que havia acabado a "Moules et Frites" (mexilhões com fritas), o prato mais tradicional da Belgica, que eu acabei não conseguindo comer por lá...
Almoçamos num dos restaurantes que tem na praça em frente ao Parlamento, são bem agradáveis, com mesinhas na calçada e muita gente local. A comida estava boa, mas nada de mais.

Tínhamos várias outras dicas de restaurantes que não deu tempo de irmos, mas vou passar aqui, pois, se tiverem mais tempo na cidade, podem querer conferir. E depois me contem se valeu a pena.

Sea Grill - Este restaurante que tem 2 estrelas do guia Michellin (então deve ser bem caro) foi muito bem recomendado. 

Brasserie Museum - Fica dentro do Museu de Belas Artes.

Georges - De cozinha belga, este restaurante é bem tradicional na cidade. Todo belga frequenta. Sua especialidade são frutos do mar frescos, escolhidos na hora.

Chez Marie - Restaurante estrelado, fica ao lado do Centro Cultural Flagey.




quarta-feira, 25 de março de 2015

Amsterdã - Amsterdam


Para nossa viagem de aniversário de casamento escolhemos um roteiro romântico e que há muito eu desejava fazer: AMSTERDÃ - BRUXELAS - BRUGES e terminamos em Paris, afinal, como diria Sabrina no filme, "Paris é sempre uma boa ideia".

Vamos falar primeiro sobre Amsterdã. Capital da Holanda, você poderia imaginar uma cidade super cosmopolita e moderna, mas na verdade não é bem assim. Amsterdã é daquelas cidades únicas, que tem umas características próprias que a tornam diferente de tudo e muito gostosa de passear e conhecer. Vamos a elas:

1) Os Canais: a cidade é cortada por centenas deles, então acho uma boa pedida um passeio de barco para ver a cidade de um outro angulo e ainda fazer um passeio legal.

2) As Bicicletas: Não conheço outra cidade em que se utilize tanto as bicicletas como aqui. São milhares delas estacionadas pela cidade ou cruzando as ruas, na maior facilidade, pois, sobretudo na parte mais antiga da cidade, quase não vemos carros trafegando, só bikes. Nas principais avenidas existem faixas exclusivas para elas e há até transito de bicicletas nessas faixas nos horários de rush. Me impressionei demais com a quantidade!!!

3) O clima de cidade pequena: Apesar de ser capital, Amsterdã mantém um clima de cidade pequena, e sua parte central dá pra fazer quase toda a pé. As bicicletas, a ausência do barulho dos carros e a segurança (até a noite é seguro caminhar em todas as áreas) também contribui para essa sensação de cidade mais pacata. 

4) Os seus habitantes e a facilidade de comunicação: O mix de culturas diferentes que forma a população holandesa faz com que o inglês seja praticamente a língua oficial, já que todos, sem exceção, falam muito bem e não se importam em atendê-lo nesta lingua. Assim, os cardápios, placas e tudo o mais trazem a versão em inglês. Além disso, talvez por esta diversidade de origens, a população é super hospitaleira, educada e trata bem o turista.

Agora vamos ao que interessa, as dicas!

ONDE FICAR - Nos hospedamos no Hotel Estherea (www.estherea.nl). Fica de frente para o canal Singel, um dos mais bonitos de Amsterdã e também numa área bem tranquila da cidade. Apesar de não ser tão no centro, dá pra ir a pé até a maioria das atrações. Só achei longe para ir aos museus. Tanto que fomos a pé mas voltamos de taxi. O hotel tem decoração sofisticada (puxando um pouco para extravagante..kkk), os quartos são confortáveis (embora não sejam grandes), boa cama, bons lençóis, os produtos são da L´Occitane, e o staff foi muito atencioso, sugerindo restaurantes, fazendo reservas, inclusive permitindo um late check-out. Um ótimo lugar para voltar depois de um dia de passeio.

O QUE FAZER - Passear pelas ruas de Amsterdã já é um prazer, então trate de curtir um pouco seus canais, sua arquitetura, sua qualidade de vida. Mas não deixe de visitar: a Casa de Anne Frank (Anne Frank Huis), Damplatz, Red light District (não achei a menor graça, mas acho que é um daqueles casos que você tem que conhecer...) e os museus Van Gogh e Rijksmuseum. Se só quiser ir a um museu, vá ao Van Gogh, é pequeno, mas bem especial. 

Dica importante: Para a Casa de Anne Frank não deixe de comprar o ingresso pela internet, com antecedência, ainda aqui no Brasil. Se você deixar para comprar lá na hora, vai amargar numa fila imensa, por pelo menos umas 2 horas. Essa foi a dica mais preciosa que recebi para essa viagem.
http://www.annefrank.org/pt/Museum/Practical-information/Online-ticket-sales/


ONDE COMER - A holanda pode ser conhecida pelos canais, pelas flores, pela cordialidade do seu povo, mas não é famosa pela sua comida. Não existem muitas opções de restaurante de cozinha holandesa tradicional e, sinceramente, não acredito que valha a pena buscá-los com tantas boas opções de comida italiana, francesa, contemporânea... A seguir indico os restaurantes que fomos e gostamos:

CASA DE DAVIDNa primeira noite, estávamos cansados depois de dois vôos e o hotel sugeriu o italiano Casa de David que fica a umas duas quadras do hotel, na outra margem do canal Singel. É bem uma cantina italiana, com serviço e ambientes informais, mas uma comida deliciosa e preço razoável. Recomendo para almoço ou um jantar informal. 

BLACK AND BLUE: Esse restaurante de ambiente descolado, descobrimos meio por acaso quando procurávamos um lugar para almoçar perto da casa de Anne Frank. E que achado! A carne estava maravilhosa, suculenta e no ponto certo. Tem saladas e burgers também. 

DE KAS: Este restaurante é daqueles que foram super bem recomendados, tem um ambiente perfeito - fica dentro de uma antiga greenhouse, no meio de um bosque -, serviço atencioso e excelente carta de vinhos, mas que a comida acaba sendo o ponto fraco. Era um menu degustação com 3 entradas, prato principal e sobremesa e, sinceramente, só gostei mesmo da sobremesa. As entradas eram sobretudo legumes cozidos (direto da horta que eles mantém lá), uma tinha vieiras e outra algum legume que nunca tinha provado e que odiei, super amargo. O prato principal era uma coxa de pato com purê, que estava gostosinha, mas bem sem graça. Analisando o custoxbenefício, não recomendaria de jeito nenhum, mas pelo local e pela experiência como um todo, talvez valha a pena, até porque como os menus são sempre diferentes, talvez você tenha mais sorte que eu...kkkk

THE SEA FOOD BAR: Imperdível. Foi a nossa melhor experiencia culinária em Amsterdã porque uniu tudo: frutos do mar fresquíssimos e bem preparados, ambiente clean e descolado, serviço legal, enfim, super recomendo. Fica bem próximo ao museu Van Gogh, então você pode unir cultura e culinária visitando esses dois lugares no mesmo dia. Fomos almoçar, acho que para jantar deve precisar de reserva, pois o restaurante não é muito grande.


Dica importante: Em Amsterdã, como em outras cidades europeias, os restaurantes fecham bem cedo, nem adianta chegar depois das 22h... Depois de um concerto que acabou às 22:15h fomos em 3 restaurantes e estavam todos fechados. Um deles, foi o MOMO, de cozinha asiática, que haviam nos recomendado. O ambiente é bem legal, moderninho, se vocês tiverem tempo, acho que vale a pena conferir... 
É importante também fazer reserva, sobretudo para jantar. Mesmo em dias de semana, os melhores restaurantes são pequenos e por isso, sempre cheios. Em alguns, você pode fazer a reserva desde o Brasil pelo site.