quinta-feira, 28 de novembro de 2013

SER OU NÃO SER dona de casa?

Essa semana li uma matéria na revista GLAMOUR (inclusive, foi a primeira vez que comprei) sobre uma "nova tendencia" de mulheres profissionais que estão deixando as carreiras para serem "donas de casa". 

Primeiro, quero dizer que achei a matéria muito superficial porque entrevistou 3 mulheres na faixa dos 30 anos que fizeram essa opção há apenas alguns meses/anos, sem se preocupar em ouvir casos que não deram certo, ou ainda o que acham os psicólogos ou outros profissionais sobre o assunto, ou seja, mostrar os dois lados da moeda, esse tipo coisa que se espera de uma matéria de revista. 

Mas também, talvez esse seja o perfil da revista... mais superficial mesmo! Não sei dizer...

De qualquer forma, o assunto me chamou atenção, porque como mãe e profissional, na faixa dos trinta, sinto e vejo várias amigas, vivendo esse grande dilema: como conciliar casa, carreira, filhos e casamento? E ainda poderia acrescentar: sem perder a vaidade e a paixão?

Parece quase uma MISSÃO IMPOSSÍVEL, hein?

Tem dias que é mesmo! 

Mas será que largar o trabalho para se concentrar na casa e nos filhos é a melhor solução?

Com certeza eu não tenho a resposta pra isso, até porque cada pessoa tem as particularidades de sua vida e uma solução que é boa para uma não é legal para outra.

Mas acho que dá pra aprofundar mais que a GLAMOUR nesse assunto.

As três mulheres entrevistadas se disseram felizes e realizadas em cuidar dos filhos e do marido como principal ocupação e que não sentiam falta da carreira, apesar de que lembro de uma ou duas delas terem mencionado que essa dedicação exclusiva não seria permanente, que pensavam em retomar as carreiras no futuro, com os filhos mais velhos. 

Bom, se estão felizes com essa escolha, acho que para elas foi a melhor opção. Mas não consigo deixar de lado a impressão de que estaríamos voltando à época das nossas avós, quando viviam exclusivamente para família, e que estamos abrindo mão da nossa (tão suada!) independência, não só financeira, mas também pessoal, de realização e conquista profissional, de ter uma vida social além daquela familiar, de ter outros interesses.

Talvez esse meu pensamento tenha raízes na minha criação. Minha mãe não trabalhava quando éramos criança e cuidava apenas da família. Acho que enquanto eramos pequenos, dávamos tanto trabalho que ela se mantinha ocupada e feliz (eu acho), mas já adolescente percebia uma certa frustração da parte de minha mãe em não ter uma atividade que a realizasse profissionalmente, não ter colegas de trabalho com quem sair para um "happy hour", não ter o prazer te ver um trabalho reconhecido, não ter outros assuntos para conversar que não fosse relacionado à casa e aos filhos, ou seja, de ter uma vida fora aquela familiar, como meu pai tinha.

Além disso, pesa também, em muitos casos, a dependência financeira, que sem dúvida é um ponto bastante negativo nessa equação, sobretudo para quem está acostumado a ganhar seu "santo dinheirinho" e gastá-lo sem ter que dar satisfações a ninguém. 

Imagina, a partir de agora, ter que pedir ao marido din din até para comprar um vestidinho básico em promoção ou ter que explicar porque gastou no cartão de crédito "oqueeleconsideraumafortuna" em um "mero" par de sapatos.

Bom, eu não queria estar na sua pele nessa hora!!

Além disso, para quem trabalha fazendo o que gosta, nada se compara ao prazer de terminar um projeto desafiador, ser reconhecida por um trabalho bem feito, ver seu negócio crescer e prosperar, receber um elogio de um cliente. Tudo isso dá uma enorme satisfação pessoal, nos enche de orgulho e nos motiva.

Agora, fazendo o papel do advogado do diabo, tem dias que no trabalho dá tudo errado, que o trânsito faz você perder uma reunião importante ou que seu chefe não reconhece seus melhores esforços, e quando, finalmente, você consegue chegar em casa à noite, já está tão tarde, que seu filho já tá dormindo e você tem vontade de largar tudo e ficar pra sempre em casa com ele, aproveitar melhor essa fase da infância, que (dizem e é verdade!) passa tão rápido!

Mas aí então amanhece um novo dia, as crianças vão pra escola, você vai pro trabalho e as coisas começam a dar certo e você esquece aquela vontade.... kkkk

Porque, um dia, os filhos crescem, muitos casamentos se desfazem, mas uma coisa permanece: sua vida e o que você faz dela.

Então só quem pode tomar a melhor escolha para sua vida é você mesma, mais ninguém a conhece tão bem a ponto de saber o que mais a realiza, satisfaz e lhe dá prazer.

É isso, acho que a resposta é que não existe resposta certa. A melhor opção é aquela que te deixa mais feliz por mais tempo, pois não dá pra ser feliz o tempo todo!

Pra mim, acho que já tenho a resposta...






domingo, 17 de novembro de 2013

Budapeste: Restaurantes

Budapeste tem excelente oferta de restaurantes, dos mais sofisticados aos mais despojados.
E com uma vantagem: mesmo os restaurantes mais caros ainda tem preço melhor do que os de Viena.
Infelizmente não tivemos tempo de conhecer todos que queríamos, mas os que fomos, eu super recomendo!! Vamos a eles:

Entrada de foie gras. Deli!!!
Aszu - Muito bom, tanto a comida como o serviço estavam impecáveis. Foi o mais gourmet dos restaurantes que fomos em Budapeste. Fica perto da catedral (aliás, essa região tem vários restaurantes interessantes).

Borbiroság - Este foi recomendado por um amigo húngaro de Gustavo. Fica perto do Mercado Central. Mais casual, comida ótima e grande seleção de vinhos (que também estão à venda, se quiser levar algum vinho húngaro para casa!).
Queríamos ir, mas não conseguimos:
Onix - Foi super bem recomendado e está no Guia Michellin, mas infelizmente não conseguimos fazer reserva para o domingo, e, nas segundas, não funciona.
Costes - Também recomendado pelos amigos húngaros, mas fecha nos domingos e segundas, exatamente os dias que estávamos em Budapeste.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Budapeste

Vou logo dizendo que ameeei Budapeste!!!

Nessa viagem visitamos Budapeste, Viena e Praga. E tenho que dizer que a primeira era a que tinha menores expectativas. Talvez por isso me surpreendi positivamente.

A cidade estava linda no outono!!
Budapeste é uma cidade linda, cortada pelo Rio Danúbio e com lindos prédios históricos. Super tranquila, segura - mesmo para passear a noite - e sem nenhum trânsito! (Ai, quem me dera Recife fosse assim...)

O metro é um dos mais antigos da Europa  (próxima à Praça dos Heróis tem uma estação bem antiguinha com azulejos nas paredes e bancos de ferro, que achei uma graça) e funciona super bem.
Dá pra ir a qualquer lugar de metro, mas nós usamos muito pouco, pois fizemos muita coisa a pé e, como era nossa primeira vez na cidade, ainda compramos um ticket (que vale por 2 dias) daquele ônibus vermelho beeemm turístico (Hop On Hop Off ), para ter uma visão geral da cidade e descermos nos pontos que queríamos visitar.
A maioria da população, sobretudo os jovens, fala bem o inglês. Mesmo os taxistas e garçons, quando não falam, fazem o possível para nos entender. Fomos bem atendidos em todo lugar, restaurantes, lojas, até pedindo informação na rua...
Vale a pena passear pela margem do rio, tanto de dia como à noite (a iluminação noturna dos castelos e monumentos que ficam do lado Buda é maravilhosa! - o centro da cidade fica em Peste e do outro lado do rio é Buda, onde tem o castelo e a Citadela.
A principal avenida é a Andrassy, que vale a pena dar um passeio. No outono, quando fui, as alamedas estavam todas com as folhagens em tons de amarelo, muito lindo! É onde tem o comércio mais sofisticado da cidade, com muitas lojas de relógios e de grifes famosas, como Louis Vuitton. No número 19 dessa avenida inaugurou (há apenas 3 meses) uma loja de quadro andares, multimarcas, chiquérrima!! A loja é linda, inclusive o prédio, e vale a pena conhecer, mesmo que não compre nada! :) Só tem peças de grifes famosas, como Carolina Herrera, Salvatore Ferragamo, Gucci...
Pontos de destaque da cidade:
Catedral de St. Stephen
Castelos de Buda (castle district). No dia que fomos às 16horas teve uma pequena troca da guarda, mas nada comparada a do palácio de buckingham...:-)
Você pode subir para a zona dos castelos através do funicular, é todo de madeira, antiguinho e apesar da subida ser rápida, vale a pena o passeio (tente sentar no primeiro vagão, é o que tem a melhor vista).
Ponte das Correntes. Muito bonita, com várias esculturas, você provavelmente vai atravessa-la para ir ao lado Buda.
Parlamento. Um conjunto impressivo de prédios forma o parlamento. A arquitetura é lindíssima e lembra muito o parlamento de Londres. Não conseguimos entrar pois estava em obras.
Citadela. Muralha antiga com uma linda vista da cidade.
Dentro da Citadela tem um museu-bunker, original da época da Segunda Guerra Mundial, com fotos e registros da época em que Budapeste ficou sitiada pelo exercito nazista. A cidade resistiu por mais de 100 dias antes de cair, e por isso ficou arrasada, com muitos prédios destruídos. Dá pra ver, em vários pontos da cidade, no meio de prédios antigos lindos, alguns mais novos, de arquitetura simples, que haviam sido destruídos na Guerra e foram reconstruídos durante o regime comunista.
Opera de Budapeste. O prédio é lindo, mas só pode visitar a parte interna, comprando um tour guiado (as visitas são de segunda a sexta, as 15h e as 16h, e há guias em quase todas as línguas, inclusive espanhol). Achei que valeu a pena o tour, pois além da opera ser muito bonita, temos a chance de conhecer um pouco da história do lugar e de ver de perto os camarotes, inclusive o que Sissi usava quando assistia operas ali. 
Praça dos Heróis. Uma praça enorme que fica no final da Avenida Andrassy. Tem um monumento bonito e imponente em homenagem aos heróis da Segunda Guerra. Os dois principais museus de Budapeste ficam um de cada lado dessa praça - não deu tempo de visitarmos, mas nos disseram que eram bons.
Atrás da praça dos heróis há um parque imenso que, se der tempo, vale a pena dar um passeio, sobretudo perto do lago, onde há um pequeno castelo.

Como tudo começou...

A ideia do blog surgiu na nossa ultima viagem, quando eu pesquisava na rede dicas de hotéis, restaurantes, passeios legais e até dicas do que levar na mala.
 
Encontrei vários blogs interessantes e peguei várias dicas, mas durante a viagem acabei conhecendo outros restaurantes ou fazendo outros passeios tão legais que achei interessante compartilhar com meus amigos. E qual a maneira mais fácil e prática de fazer isso??
 
Nesse blog pretendo falar um pouco de tudo que me interessa - viagem, gastronomia, livros, decoração, maternidade -, mas só o que vale a pena, NADA SEM GRAÇA. Espero que curtam!